sexta-feira, 30 de maio de 2008

G2

Fernanda Robusti e Monalisa Marques estrevistarão, para o trabalho de G2, Ana Maria Taham, Rogério Souza e Ancelmo Gois (a confirmar).

[b] a apresentação será dia 17/06[/b]

Pronto.
Está avisado!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Entrevista

Giselle Leitão e Tatiana Faveret vão entrevistar Marcelo Kischinhevski para a G2!

G2- entrevista

Alan Pessanha (turma 15h) e Raquel Graça (turma 13h) apresentarão o trabalho no dia 15/06.

entrevistados: Ney Costa (publicidade), Alexandre Carauta (jornalismo), Creso Soares Jr. (Rádio).

abç.
obs. todos os entrevistados já confirmaram.

Grupo Ibroadcast2- turma 13h

Nós vamos entrevistar a jornalista Carolina Morand, e vamos apresentar o trabalho no dia 17/6.

Entrevistados - G2

Os alunos Viviane da Costa, Raphael Tepedino, Stephanie Russo e Larissa Maia (da turma das 15 horas), junto com a aluna Aline Veloso (da turma das 17 horas) vão entrevistar Márcia Menezes e José Manuel Marino, sem data para apresentação ainda.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Trabalho G2

O Grupo GYMPcom vai apresentar o trabalho no dia 19/06 às 13 horas. O nosso entrevistado será o professor João Luiz Renha de Técnicas de Comunicação 2.

CONVERSA AFINADA

O grupo Conversa Afinada irá apresentar o trabalho de G2 dia 19/06. As entrevistas serão feitas com José Padilha, Alexandre Carauta e Marcello Roichman.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Aula do dia 29/05 - Turma 15h

O grupo offline irá documentar a aula do dia 29/05 (quinta-feira). O offline é da turma das 15 horas.

Abç.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Entrevistados da G2

Fernanda Robusti e Monalisa Marques estrevistarão, para o trabalho de G2, Ana Maria Taham, Rogério Souza e Ancelmo Gois (a confirmar).

Pronto.
Está avisado!
:)

Postagem

Nosso grupo vai documentar a aula do dia 27!
Como semana passada o Márcio só entregou as notas, ele mesmo sugeriu que nós documentássemos a aula da amanhã.

Turma das 15 horas.

sábado, 24 de maio de 2008

O futuro é agora.




Parece ficção científica, mas é real: galeria de fotos que mostra dispositivos de alta tecnologia, como telas em formato de capacete e iPods adesivos.

Clique e confira. ;)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Tv Interativa no Brasil é realidade.

Rede Record e Sky fazem demostração da Tv Interativa em "O Aprendiz 5"


A Tv por Assinatura "Sky" proporcionou no último dia 20 uma demonstração de interatividade em um canal aberto. Em parceria com a Tv Record, a Sky pode levar a seus assinantes uma prova dos novos recursos da Tv Interativa, serviço que já se encontra disponível na operadora a mais de onze anos.




Durante uma prova de Perguntas e Respostas do programa "O Aprendiz 5", reality show comandado por Roberto Justus, os participantes e assinantes Sky puderam responder as questões propostas pelo apresentador em tempo real. O próprio decodificador da Sky pode informar ao programa o número de questões acertadas pelos participantes enquanto cada assinante pode acompanhar em sua própria casa sua pontuação pessoal.

A SKY, patrocinadora da quinta edição de "O Aprendiz", também disponibiliza para seus assinantes canais exclusivos com jogos, horóscopo, previsão do tempo, compra de filmes e outros servicos que só se tornaram possíveis através da televisão interativa.

Veja o vídeo do progama

Site da sky

Site do programa "O Aprendiz 5 - O Socio"

Escrito por
Bernardo Boëchat

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Grupo Insight

O grupo Insight vai documentar a aula do dia 28/05!
Próxima terça-feira!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008


- DRM:

DRM= Digital Rights Management. É responsável por restringir a difusão de cópias de conteúdos digitais, ao mesmo tempo em que assegura os direitos autorais. O objetivo da DRM é poder proteger e controlar um determinado conteúdo de maneira mais restrita. O DRM é um software que serve como “tranca” para os conteúdos digitais.

Áudio: Gestão de direitos

- CÓPIA NA ERA DIGITAL:


Quando entramos na era digital aumentou-se a preocupação com a gestão de direitos autorais, pois o conteúdo digital tem algumas vantagens sobre o conteúdo analógico, dentre eles vantagens técnicas associadas com sua produção, reprodução, manipulação e porque sua qualidade é superior. A cópia de um conteúdo digital, como DVD’s, CD’s e etc, possuem boa qualidade. Assim tornou-se fácil fazer cópias de modo ilimitado, sem perder a qualidade. Hoje em dia, não se sabe distinguir o que é cópia.

Áudio: Idéia do DRM

Músicas podem ser baixadas de vários meios da internet. E baixa-las de graça é muito mais comum do que encontrar uma loja online para vende-las.

Áudio: Música de graça

- CRIPTOGRAFIA:



As empresas tentam proteger seus conteúdos através da criptografia –escrita secreta-, que se baseia nos princípios e técnicas pelos quais a informação pode ser transformada da sua forma original para outra ilegível.
No entanto, existem pessoas que conseguem descobrir a “chave” para copiar. Existem sites que ensinam como burlar essa segurança e copiar DVD’s, CD’s e até mesmo sites.

Áudio: Cópia do Jornal Online

O objetivo do DRM não é necessariamente impedir a cópia. É fazer com que ela tenha que ser autorizada.

Áudio: DRM não eh anticópia

Existem outros fins para o DRM. E o principal e mais facilmente desmascarado é o econômico. Essa barreia vai impedir as pessoas de ter livre a acesso ao conteúdo e tenham que pagar por ele.

- CÓPIA ALGUNS ANOS ATRÁS:
Mesmo com sistemas de fiscalização de seus programas, a Adobe parou de traduzir seus softwares para línguas do leste europeu, pois lá a pirataria é uma prática muito popular.

Áudio: DRM no leste europeu

Isso não acontecia na época do vinil, em que a cópia era feita por cassete e por isso a qualidade era baixa. Então, não existia a preocupação com cópias e direitos autorais, pois para o consumidor o melhor era mesmo comprar o álbum.

Como se fazia a cópia:
O conteúdo do player (conteúdo 1) era gravado pelo recorded (cassete). Durante a gravação não só o conteúdo era gravado, mas também ruídos e sons ambientes. Essa nova gravação gera o conteúdo 2, que ao ser gravado por outro recorded vai gerar o conteúdo 3 com muito mais ruídos e sons ambiente que o 2. E assim sucessivamente. A cada geração de cópias a qualidade piora, pois aumentam o número de ruídos e sons ambientes.


- DRM NA TV DIGITAL:

O mercado da TV Digital exige o DRM, para conter a cópia de conteúdos da TV Digital que será exibida em alta resolução.

Áudio:Vaiter

O DRM vai ser instalado na TV digital, mas o que ainda está em pauta é o nível de DRM que vai existir.

A TV aberta é livre e gratuita. A questão é que se puserem DRM nesse sistema, “acaba-se” com a lei que diz que essa TV é livre.

"Se é TV aberta, poderá ser gravada por quem receber, essa é a posição do governo. Dentro das normas legais, é impossível você controlar que as pessoas, pela internet ou na TV digital, que baixem os arquivos e utilizem. Elas não têm direito de comercializar nem de reproduzir, mas podem baixar para uso pessoal",declarou o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.

Ficou decidido que as emissoras de televisão vão decidir quais programas serão proibidos ou não de serem gravados. Elas querem proibir a gravação de filmes e programas esportivos, por exemplo, para evitar que eles sejam vendidos no mercado pirata. Em alguns casos, a gravação do programa será totalmente proibida e o sinal enviado pelas emissoras já estará bloqueado.

Para outros programas, a gravação será permitida, mas o sinal será bloqueado para regravação. Ou seja, o telespectador poderá gravar a novela, por exemplo, para ver em outro horário, mas não conseguirá repassar o arquivo para um CD, o que permitiria a reprodução e mesmo comercialização do programa.

domingo, 18 de maio de 2008

Um pequeno anexo!

Saiba mais sobre direitos autorais:

Os direitos autorais são assunto de extrema complexidade, pois lida basicamente com a imaterialidade característica da propriedade intelectual. A evolução da proteção jurídica dessas obras está profundamente ligada ao desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação, seja quanto à sua veiculação ou distribuição.

Fazendo uma retrospectiva, em Roma, por exemplo, as obras eram reproduzidas por meio de cópias manuscritas, e apenas os copistas eram remunerados pelo seu trabalho. Aos autores, só eram reconhecidas a glória e as honras, quando lhes respeitavam a paternidade e a fidelidade ao texto original. A consciência de que essas coisas imateriais deveriam ser reconhecidas como bens de seus autores sempre existiu. Embora sem efeitos jurídicos patrimoniais ou pessoais, já se considerava um ladrão quem apresentasse uma obra alheia como sua.

Pode-se dizer que a questão da proteção jurídica do direito autoral, referindo-se à remuneração dos autores e de seu direito de reproduzir ou qualquer forma de utilização de suas obras, ganhou proporções significativas a partir da divulgação em escala industrial.

Ainda que um autor ceda todos os direitos patrimoniais inerentes à sua obra, ele conserva os direitos morais, que são inalienáveis e renunciáveis. Mesmo após a sua morte, a proteção se estende para seus herdeiros e sucessores legais. O direito autoral torna-se, então, a proteção jurídica da matéria-prima da comunicação entre os seres humanos. E essa formatação legal de origens inglesa e francesa, persiste até hoje, envolvendo a proteção dos textos em geral, do fonograma, da TV, das obras audiovisuais, do software de computadores ou publicações digitalizadas, como portais e sites.

Foi apenas em 1891, com a primeira Constituição Republicana, que o Brasil editou normas positivas de Direito Autoral, nos seguintes termos: “Aos autores de obras literárias e artísticas é garantido o direito exclusivo de reproduzi-las pela imprensa ou por qualquer outro processo mecânico. Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei determinar”.

Desse modo, a complexidade do direito autoral surge do fato de representar uma convergência de direitos em busca de uma doutrina, caracterizando-se como multidisciplinar.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Aula do dia 08/05 - 15H

Colocamos o resumo da aula do dia 08/05 em um video no youtube.

LINK: http://www.youtube.com/watch?v=_BipwmekL8U



Grupo Daber: Bernardo Ribeiro, Julia Schvartzer, Luiza Treiger, Mariana Moraes e Natasha Lins.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

DRM

Na aula do dia 13 de maio...

Debatemos um assunto que deveria estar no topo das discussões em nosso país!

O que é DRM? A pergunta que nos perturbou no início da aula. Percebemos que seria muito difícil descobrir a resposta sem a Internet.

DRM é Direct Right Manangement, traduzindo, gestão de direitos digitais. Aí vai a definição da Wikipedia:

A gestão de direitos digitais ou GDD (em inglês Digital Rights Management ou DRM) consiste em permitir a restrição da difusão por cópia de conteúdos digitais ao mesmo tempo em que se assegura e administra os direitos autorais e suas marcas registradas.”

Veja mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Drm



Trata-se de uma velha discussão que ganhou grande porproções na era digital. Quando as cópias eram feitas de forma analógica dificilmente se mantinha a alta definição, gravava-se junto ruídos ou do ambiente ou da própria execussão do aparelho. A cada geração da cópia a qualidade piora. A pirataria não preocupava tanto.

Na era digital, os produtores de conteúdo começaram a ter prejuízo. Não há perda na cópia, não é preciso processar ou executar o arquivo, basta apenas pegar o arquivo propriamente dito e copiar. A cópia é perfeita, idêntica ao original.

Por isso, o problema antigo dos direitos autorais ganhou grande proporção. Músicas são baixadas com alta qualidade, na maioria das vezes de graça, pela internet, sem deixar lucro para os artistas. Filmes podem ser pirateados facilmente, como aconteceu no Brasil com o Tropa de Elite. Com a TV Digital, é possível copiar o que se passa na televisão em alta definição. Como evitar isso? A solução criada para a indústria chama-se DRM.

Porém, há muitas coisas por trás desse debate. As emissoras podem dizer se você pode gravar ou não, uma vez que quando tínhamos um videocassete isso era comum? Como o DRM alterará a maneira de se fazer negócios na TV? Há alguma intenção oculta por trás dessa simples “defesa” das emissoras? Saiba mais no texto que o Márcio passou em sala, fundamental para essa discussão e, é claro, para prova :

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=478TVQ004

Após uma leitura, não é difícl entrar em pânico. Se nada for feito, se isso não for debatido, podemos perder uma série de direitos. O usuário da TV Digital poderá perder sua liberdade e ser explorado pelas emissoras.



Aprofundando essa discussão tão importante ...

Há uma enorme polêmica sobre a utilização ou não desse sistema no meio digital. Quem é a favor da implementação desse sistema argumenta que ele é necessário para que haja um controle do direito autoral, porém, além disso, através dos DRM poderá ser montados perfis de usuários. Uma pesquisa feita pela empresa NPD Group revelou que uma porcentagem relevante deve rejeitar o serviço de download da Apple por causa do DRM.

A Fundação Software Livre América Latina (FSFLA) organizou uma campanha contra esse sistema e segundo a BBC inglesa já há um programa que explora brechas do DRM o Fairuse4wm. Para especialistas em direito autoral e direitos do consumidor o uso do DRM fere o código do consumidor.

Pedro Mizukami, pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio, afirma que qualquer medida neste sentido seria "ilegal e inconstitucional" exatamente porque as características da radiodifusão estão previstas na lei maior do país, a Constituição. Segundo ele, há ainda outros conflitos de direitos. "É preciso pensar nos danos diretos e colaterais que sistemas como o proposto poderiam causar, implicando sérias ofensas à livre iniciativa, defesa da concorrência, autonomia tecnológica, possibilidades de inovação e direitos do consumidor, sem falar em violações a usos permitidos de conteúdo protegido por normas de direito de autor", comenta. (retirado do site http://www.idec.org.br/noticia.asp?id=9723)


Site sobre uma palestra feita por Cory Doctorow sobre DRM na Microsoft Research. http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/artigos/index.php?p=12771&more=1&c=1&pb=1



ENTRE EM NOSSA COMUNIDADE NO ORKUT e participe dos debates sobre DRM!

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=48525537








Obs: tínhamos um podcast prontinho para ser postado... mas a Maya ficou exatamente 3 horas tentando colocá-lo aqui e deu erro umas sete vezes. Vamos tentar colocá-lo novamente em outro post. Se alguém puder ajudar, agradecemos!


Mudança de planos

O professor Marcio acabou de passar um email avisando que não dará aula no dia 15.
Nós sabemos que um outro grupo na turma das 15 documentaria a aula do dia 20, terça-feira, então gostaríamos de saber se vcs se incomodam de adiar a documentação de vcs para depois do feriado.
Esperamos uma resposta.

Documentação de aula

Nosso grupo será responsável pela aula do dia 15, quinta-feira.
Só pra constar: somos da turma das 15 horas.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Texto sobre DRM

Entrevista com o Pedro Mizukami sobre DRM.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Broadcast x Unicast








Ambos são formas de transmissão de conteúdo pelas emissoras para o usuário. No broadcast, a emissora envia o mesmo programa para todos os espectadores. É o que acontece com a TV aberta e a TV a cabo hoje em dia: o Jornal Nacional, por exemplo, é transmitido para todos sempre às 20h15.


Já o conceito de unicast engloba uma nova forma de transmissão. Aqui, o conteúdo é enviado a cada usuário individualmente. O fato de duas pessoas assistirem ao mesmo programa no mesmo horário não significa que este esteja sendo transmitido para todos, mas que, por uma coincidências, dois usuários decidiram assistir ao mesmo conteúdo ao mesmo tempo.
Ainda não entendeu? O Márcio explica, então:






A internet está conseguindo reunir características tanto dos jornais quanto da tevê e do rádio. Hoje em dia, você pode se aprofundar num hiperlink (se ele for confiável, é claro), assistir ao episódio perdido do seriado predileto ouvir um podcast de determinado jornalista comentando uma notícia. Isso gera uma grande discussão. Qual o futuro do jornal, do rádio e da tevê? Migram completamente para a internet ou contentam-se com um público reduzido, porém fiel? Só o tempo dirá.



O fluxo monetário do sistema de comunicações está mudando. Antigamente, a emissora produzia o conteúdo e veiculava para o usuário, que pagava por ele. Agora, a pessoa compra um programa através de uma operadora, programa este feito por uma produtora, sem conexão nenhuma com as grandes emissoras. Não entendeu? Mais ou menos assim: no seu celular, você baixa o videocast da escritora Clarah Averbuck com o jornalista Paulo Terron e o músico Daniel Poeira. Esse download tem um custo que, vai, por exemplo, para a TIM. A operadora, por sua vez, pagará à Colméia TV, produtora de conteúdo. Fechou-se o ciclo. Não tem Globo nem Record envolvidas.

O futuro da comunicação ninguém consegue prever...

*** Bônus: Para aqueles que arrancam os cabelos na frente do pc: por que diabos o site cai?


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Artigo sobre Web 3.0 publicado no UOL


Achamos interessante compartilhar este artigo sobre Web 3.0. Como o texto integral só está disponível para assinantes, aqui vai a reprodução da matéria.

O futuro do ciberespaço: Web 3.0 será uma Internet inteligente e 'personalizada'

Os pesquisadores buscam uma Internet inteligente. Por exemplo, um "secretário virtual" poderá ajudar o internauta a escolher o vinho para um jantar.

Maite Gutiérrez
Em Barcelona


Acabaram-se as buscas na Internet que retornam 70 mil resultados inúteis, as larguras de banda estreita, a conexão limitada ao computador e ao celular... Estas desaparecerão com a próxima Internet: a chamada Web 3.0. Se a atual Web 2.0 se caracteriza pelo sucesso das redes sociais, o passo seguinte na evolução do ciberespaço é alcançar uma Internet inteligente, presente em qualquer lugar, que conheça a pessoa e se adapte a ela. Não há data de estréia e cada pesquisador tem sua própria visão sobre o futuro da rede, mas concordam nos seguintes aspectos.


Segundo Tim Berners-Lee, o criador da World Wide Web, a verdadeira revolução chegará com a Web semântica, que também se incluiria na Web 3.0. A Web semântica tenta transformar a informação em conhecimento, ordenar e classificar os conteúdos da Web para que os computadores sejam capazes de interpretá-los e tomar decisões através do cruzamento de dados. Para isso estão sendo desenvolvidas tecnologias que rotulam a informação com nomes compreensíveis entre todos os dispositivos e programas informáticos.


"Algumas teorias defendem que a Web semântica é um novo nome para a inteligência artificial", explica Mari Carmen Marcos, professora de documentação da Universidade Pompeu Fabra que estuda a Web semântica.


A Internet não pensará em termos humanos, mas será capaz de estabelecer relações e resolver casos porque os dados estarão bem ordenados, salienta Ivan Herman, diretor da Atividade de Web Semântica do W3C -o consórcio de padrões de Internet dirigido por Berners-Lee.


Por exemplo, se uma pessoa prepara um jantar importante e não tem idéia de vinhos, poderá perguntar a seu "agente inteligente" na Internet - uma máquina de busca interativa, como um secretário virtual- com que bebida poderia acompanhar o prato que prepara. O agente lhe dará a resposta correta porque conhecerá os gostos do usuário e os de sua acompanhante, terá acesso a uma informação que classifica os vinhos em função da colheita e dos alimentos com que combinam bem. Para isso, toda a informação deve estar na Internet e armazenada de forma correta.


Já existem empresas que as estão utilizando, mas não de forma comercial. A Yahoo é uma delas, e de fato as máquinas de busca na Internet estão entre os setores mais interessados nessa tecnologia, afirma Ricardo Baeza, vice-presidente da Yahoo Research Europa y Latinoamérica. Supõe-se que suas buscas serão muito mais eficientes e acertadas quando a Web semântica estiver desenvolvida. A Nasa criou algumas aplicações desse tipo e o Conselho Geral do Poder Judiciário idealizou uma ferramenta para ajudar os juízes baseada na Web semântica.


Alcançar a rede do conhecimento não será fácil. Além da dificuldade de etiquetar toda a informação e conseguir tecnologias que tornem isso possível, seria preciso resolver a questão dos padrões, a linguagem utilizada para nomear cada coisa. E isto poderia levar a guerras empresariais e causar a fragmentação da Internet. Por isso, antes da Web semântica chegarão outros avanços que também se incluem na Web 3.0, afirma Íñigo Asiain, gerente de marketing do Online Services Group da Microsoft Ibérica. O computador deixará de ser a plataforma principal para se conectar, e qualquer aparelho -desde eletrodomésticos ou carros até tocadores de MP3- fará parte da rede.


Além disso, todos os aplicativos serão compatíveis -por exemplo, os usuários de diferentes redes sociais como MySpace ou Facebook poderão se comunicar entre si, coisa que hoje é impossível- e seriam criadas pequenas redes que compartilharão informação em função dos interesses de cada pessoa. A Microsoft também trabalha no correio unificado, uma aplicação que permita manejar como uma só todas as contas de e-mail, as ligações telefônicas, etc.


A geolocalização é outra das frentes abertas em várias empresas. Aparelhos que dizem à pessoa onde estão seus parentes e amigos com um só clique. E que também a mantém controlada.


Cada vez mais dados, mais internautas e mais tráfego de informação que exigirão processadores mais potentes e maior largura de banda. O futuro da Internet precisa, portanto, de uma mudança na infra-estrutura, e um exemplo de como poderia ser está no GRID. Trata-se de uma tecnologia que permite distribuir o volume crescente de dados do Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, que entrará em serviço este ano no Laboratório Europeu para a Física de Partículas (CERN), na Suíça.


Os 10 mil cientistas que utilizam o GRID podem acessá-lo de qualquer lugar do mundo. Nele se definem grupos de usuários com interesses comuns que compartilham recursos e se atingem velocidades de conexão de até 10 gigas por segundo, informa Manuel Delfino, diretor do Port d'Informació Científica de la Universitat Autònoma, que abriga um dos nódulos do GRID.


Seu uso é restrito à comunidade científica, mas Delfino acredita que parte dessa tecnologia chegará ao grande mercado em curto prazo, como ocorreu com a própria Internet há 20 anos.