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1)Shopping aposta em TV interna
Simone Garrafiel do Jornal do Commercio
Com o objetivo de oferecer aos lojistas mais uma ferramenta para que possam potencializar as vendas e, ao mesmo tempo, promover vivências diferenciadas para o consumidor, o Shopping Leblon lançou o SLTV, programa de TV indoor exclusivo do mall, que traz conteúdo editorial e comercial para os clientes. De acordo com Mônica Orcioli, superintendente do shopping, o objetivo é oferecer serviços que estejam de acordo com os desejos e necessidades dos consumidores.
"Com conteúdo variado e atual, o programa é exibido em 18 monitores de plasma distribuídos pelos corredores do mall. Além do teor informativo do portal Terra de notícias, a consultora de moda Christina Pitanguy apresenta dicas de roupas, passa flashes de desfiles e comenta sobre curiosidades e tendências do mundo fashion", explica Mônica.
Outra fatia da programação do SLTV será dedicada ao merchandising, a qual será alimentada pelos lojistas que desejarem comunicar sua marca, conforme informa a superintendente. "Atualmente, é comum vermos totens espalhados pelos shoppings, o que muitas vezes atrapalha o fluxo de consumidores pelos corredores. Como o SLTV é transmitido no formato wide up, ou seja, verticalizado e específico para mídia in door, fica bastante visível e tem apelo visual e de movimento, fazendo com que chame a atenção dos consumidores. Será um serviço pago, mas que certamente trará bom retorno para os lojistas", destaca ela.
Até o momento, a resposta ao SLTV tem sido positiva. Segundo Cristiano Tassinari Alves, diretor executivo do Office Shopping, empresa especializada em mídia in door e merchandising, responsável pelo projeto do Shopping Leblon, foram ouvidos alguns freqüentadores para saber se vêem a programação, se gostam e se identificam com o conteúdo. "Comprovamos que a aceitação é muito boa", comemora.
2)Triple play pode ter vida curta, diz consultoria IDC
Monica Ciarelli da Agência Estado
Monica Ciarelli da Agência Estado
As operadoras de telefonia e as empresas de TV a cabo brigam pelo mercado brasileiro do chamado triple play, pacote de serviços que reúne telefone, banda larga e TV por assinatura. Mas será que vale a pena? Um estudo da consultoria IDC mostra que o sucesso do triple play pode ter vida curta no Brasil.
Em seu último boletim sobre o mercado de telecomunicações, a consultoria lembrou que a experiência em mercados mais maduros, como o Canadá, ficou abaixo das expectativas. O trabalho mostra que a oferta de triple play não foi um diferencial para as operadoras de telefonia fixa e empresas de TV a cabo.
Além disso, as vendas não resultaram em aumentos de receitas. Segundo a consultoria, passada a onda do lançamento ficou nítido para as empresas que um incremento das receitas só seria possível com a inclusão de novos serviços. A constatação deu origem ao quadruple play, que também coloca à disposição dos consumidores os serviços de celular e mobilidade, como banda larga móvel.
Para Vinicius Caetano, analista de telefonia do IDC, o Triple Play muito em breve vai deixar de ser um diferencial para virar commodity no mercado brasileiro. "O triple play será visto simplesmente como uma plataforma para agregar novos serviços. E, da mesma forma que no Canadá, as empresas que aqui ofertam os pacotes terão que se valer do quadruple play e de novos serviços para angariar mais receita", previu.
Caetano acrescenta que há sinergia para isso no mercado brasileiro. Ele lembra que importantes empresas de telefonia fixa e de cabo têm como matrizes companhias que possuem participação em operadoras celulares. Segundo ele, outro fator que reforça o interesse pelo quadruple play é tendência para a interatividade via TV, já que os pacotes contemplam TV digital e banda larga.
O triple play tem incentivado as vendas da Net. Sua base de clientes de televisão cresceu 15,5% no ano passado, para 2,475 milhões. Os assinantes de banda larga aumentaram 64,7%, para 1,423 milhão, e os de telefonia subiram 211,5%, para 567 mil. A Telefônica passou a oferecer TV paga como uma reação à Net.
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