quinta-feira, 10 de abril de 2008

AULA SOBRE TV INTERATIVA DO DIA 03/04/08

http://www.youtube.com/watch?v=h6wBhdXMNLE


TV interativa

A implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital já começou. As emissoras estão começando a fazer testes, tanto na transmissão quanto no software. Além do sistema de transmissão televisiva High Definition (HDTV), com uma resolução de tela superior aos formatos tradicionais, uma das grandes novidades da “nova TV” é a interatividade. Ela permite uma série de novos serviços e novos programas, nos quais o telespectador passa a ter uma postura mais ativa diante da sua própria televisão, personalizando a sua programação e gerando uma revolução no modo de assisti-la.
Em anúncios publicitários transmitidos pela Domino’s, por exemplo, você poderia fazer o seu pedido sem precisar usar o telefone. Sua escolha seria feita através das opções disponíveis no seu televisor. Com apenas um click no controle remoto, você efetuaria a compra da sua pizza. Esse e outros serviços que estimulam uma relação maior do público com o aparelho de TV, têm feito as pessoas se interessarem pelo tema. O programa televisivo Big Brother Brasil (BBB) é um dos maiores exemplos do tipo de interatividade que temos atualmente. A população, envolvida com o clima do reality show e com a oportunidade de intervir no andamento da casa, vota no participante que gostaria de ver eliminado do BBB na semana seguinte.
Sob esse enfoque, a interatividade, confirmada pelo Fórum do Sistema de TV Digital, demandou novos recursos audiovisuais, com suas novas ferramentas e novas metodologias. Devido a grande quantidade de informação, que vem de diferentes formas para cada pessoa.



Um desses recursos é o Ginga que foi desenvolvido por profissionais da PUC - Rio e é “a camada de software intermediário (middleware) que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso (set-top boxes)”. Com essa criação, um jogo de futebol pode ser assistido e comentado pelos seus espectadores a partir de uma videoconferência.
Ademais, temos o IPTV que é um novo método de transmissão de sinais televisivos já existente tecnicamente há algum tempo e cujo conteúdo é enviado em streaming com garantia de qualidade na entrega. Com ele temos acesso a várias informações, o que nos faz perguntar: O que fazer com tanta informação? Vários conceitos podem ser empregados como o do noticiário e comerciais personalizados, Branding, entre outros.
Como nessa “nova TV” não existe canal e nem mesmo grade, cada pessoa faz a sua própria programação. Por isso o noticiário é personalizado e montado de acordo com as informações de seu interesse. Os comerciais, com a IPTV, também são personificados, pois o anunciante possuindo acesso a um banco de informações sobre o perfil de cada telespectador, transmite comerciais que garantem a satisfação do usuário, seu público alvo.
Conseqüentemente, a construção da marca e a percepção dela melhoram. A TV interativa contribui para o branding (processo para tentar melhorar a imagem de uma marca) por conta da disponibilidade do perfil de cada usuário com suas percepções. Para que obtenha bons resultados, com repostas evolutivas, essa interatividade tem que ser sempre atualizada. Na Inglaterra (1° país a ter TV interativa), a Sky TV, com objetivo de convencer cada usuário a manter seu perfil ativo, disponibilizou para aqueles que o atualizavam, um filme pay-per-wiew.
Além dos conceitos específicos já citados, a TV interativa possui também várias estratégias para que as informações sejam utilizadas pelos telespectadores, são elas: adequação simples, resposta simples e resposta evolutiva. A adequação simples tem a programação baseada nas informações obtidas através de empresas de pesquisa. Na resposta simples, os produtos são oferecidos pelos usuários que frequentemente assistem programas do mesmo gênero, como por exemplo, os esportivos. Já a resposta evolutiva espera um feedback do consumidor para testar um certo produto.
Por fim, uma antiga preocupação dos criadores do sistema de interatividade deve ser comentada. Acreditava-se que a preferência do telespectador consistia na passividade, uma vez que as atividades cotidianas já consumiam sua disposição, não o interessando interagir. O que presenciamos atualmente, entretanto, é uma atitude inversa ao esperado. A popularização do controle remoto, introduzindo o zapping e o sucesso da internet, demonstra que o telespectador quer interagir! Ou seja, definitivamente, essa tecnologia inovadora tende a se estender cada vez mais e começa a tomar o espaço do antigo modelo de TV.

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