segunda-feira, 10 de março de 2008

Reflexões do grupo Insight para a aula de 04/03

Introdução aos temas abordados na aula: a evolução tecnológica e a mídia
Foram comentados, em sala de aula, os conceitos de comunicação, mídia e de digital. Dando continuidade aos debates, o assunto da última terça-feira foi evolução. O que é essa evolução tecnológica, como ela se deu, seus prós e contras. Com os vídeos da Apple que foram exibidos (este e este), realizados há mais de vinte anos, pudemos observar qual a expectativa daquela época para o futuro das mídias digitais e compará-las com a atual realidade: será que estamos muito próximos daquilo que se esperava pra nossa geração?
As opiniões não foram muito diferentes. Que o homem está perdendo cada vez mais o contato físico, pessoal, ninguém contradisse, mas a questão é se é a tecnologia que está fazendo isso com ele, ou é ele próprio que está fazendo isso. Vivemos na era da informação, que é acessível a todos de forma bem simples. Deixamos de ser consumidores passivos para sermos produtores ativos. Quem nunca “postou” um vídeo no
Youtube, criou um blog ou comentou em um, quem nunca lançou nenhum tipo de conteúdo pela Internet? Ninguém contesta o poder da mídia nos dias de hoje e é importante saber que essa troca de informações e de opiniões cada vez mais facilitada pode ser responsável por construir ou destruir nomes, personagens, bandas e empresas.




O futuro do pretérito

O homem sempre tentou adivinhar o amanhã. O desenho animado "Os Jetsons" foi pródigo nisso, inventando uma série de artefatos tecnológicos que, com o tempo, se revelaram apenas bugigangas interessantes esteticamente para aquela ficção e sem nenhuma utilidade hoje. Algumas tecnologias atuais, inclusive, são muito mais surpreendentes do que as imaginadas nessas obras. Filmes de ficção científica como “2001 – Odisséia no espaço (1968)”, de
Stanley Kubrick, já retratavam a relação do homem com a tecnologia. No longa, um dos personagens principais é o computador, HAL, que comanda a nave Discovery e passa a controlar os seres humanos através da sua inteligência artificial. HAL se comunica, reconhece as pessoas, faz leitura labial, aprecia diversas formas de arte, interpreta e expressa emoções, pensa e joga xadrez. Em “De volta para o futuro(1985)”, de Robert Zemeckis , há uma cena em que Marty McFly ( Michael J.Fox) e o cientista Dr. Emmett L. Brown ( Christopher Lloyd) controlam o carro com um controle. Essas criações dos autores apesar de serem interessantes e necessárias para a composição do filme, são consideradas por nós como “coisas de outro mundo” por serem distantes do real.
Porém, há casos em que a imaginação se tornou realidade. Os comerciais da Apple mostrados na aula do dia 4 de março são exemplos disso. Os filmes de 1987 mostram o fictício produto Knowledge Navigator que possui algumas tecnologias já existentes hoje como comando de voz, sistema de videoconferência e telefone pelo computador, tela sensível ao toque etc. Neste vídeo, também pode-se ver um "computador do futuro", que utiliza a tecnologia touchscreen.A exceção no caso foi uma inteligência artificial presente no aparelho. Mas o mais impo
rtante desses comerciais foi apontado por um dos grupos na discussão que tivemos em aula. A vida imaginada nesses vídeos é diferente do futuro construído em aço inox presente na maior parte da ficção científica.
Não foi só a empresa de Steve Jobs que fez previsões corretas. Os Jetsons também já imaginaram alguns produtos semelhantes a alguns que temos hoje. No longa do desenho, George Jetson utiliza em seu carro um sistema parecido com o de um GPS. Na verdade é uma espécie de inteligência artificial que dá direções no trânsito. Há também uma passagem neste
vídeo em que aparece, num carro, um aparelho semelhante a uma televisão, coisa impensável alguns anos atrás, mas corriqueira nos dias de hoje. Mesmo não sendo igual, é muito legal que um desenho animado feito na época dos nossos pais tenha chegado perto da nossa realidade.







O fantástico mundo do Rafinha

O
outro filme mostrado, da TV1, já era conhecido por alguns. Ele mostrava o mundo do Rafinha, um garoto que nunca conheceu vida sem internet. Na discussão com os grupos, alguns falaram que Rafinha é provavelmente de uma geração um pouco anterior à nossa. A maioria não teve acesso à internet na infância. A nossa maior inovação tecnológica era o videogame. Nessa era pré- Wikipedia, as pesquisas para a escola eram feitas em enciclopédias tijolões ou na versão em CD ROM no melhor dos casos.
Algumas pessoas também falaram que nesse mundo as relações humanas tornam-se muito impessoais. Passamos a conversar com os nossos vizin
hos pelo MSN. Por outro lado, essa nova comunicação se mostra muito mais prática, além de proporcionar o diálogo com pessoas em lugares muito mais distantes. Este artigo

fala sobre a chamada “geração C”, a geração de nosso personagem, citada no vídeo.
Alguns grupos ressaltaram, ainda, que o “mundo do Rafinha”, por enquanto, é apenas do Rafinha, já que grande parte da população não tem acesso a tais tecnologias, já que aparelhos modernos como smartphones, laptops, Ipods e afins ainda são caros demais para a maioria dos brasileiros. Porém, na opinião de nosso grupo, este não é um argumento convincente, pois a tecnologia está aí, e não se pode negar que só tende a expandir-se mais e mais. Se, hoje, pode ser inacessível para qualquer um, amanhã ficará mais viável. O fantástico mundo de Rafinha tem tudo para se concretizar em um futuro muito próximo.
[...]




Grupo Insight é:

-Fabiola Paschoal
-Giselle Leitão
-Larissa Ribas
-Luiza Andrade
-Tatiana Faveret

Turma 2IB

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