segunda-feira, 10 de março de 2008

Aula do dia 4 de março de 2008 (Turma das 17 horas)

Na aula do dia quatro de março, apesar do ar condicionado quebrado e da turma agitada, a apresentação de três vídeos gerou um debate bem interessante sobre a evolução das tecnologias. Com a turma dividida nos mesmos grupos já organizados para o trabalho de documentação, Marcio Nunes coordenou o debate.
Os dois primeiros vídeos foram produzidos pela Apple, em 1989, sobre perspectivas para a evolução tecnológica e do comportamento humano num prazo de 20 anos, contendo demonstrações práticas sobre a interface homem-máquina.


O primeiro demonstrava uma expectativa educacional da Apple: um homem sentado num banco em um parque, segurando uma espécie de laptop que usava para aprender inglês através da ajuda de um comando de voz que dizia a ele a pronuncia correta da palavra. Em seguida ele pegava o jornal “scanneava” rapidamente, passando para a tela o texto escrito no jornal.
Apple Knowledge Navigator - Part 2:


O segundo demonstrava uma ferramenta administrativa: em um escritório, um homem interagia com seu “computador”, o qual funcionava como uma espécie de secretária virtual, organizando tarefas, atendendo telefonemas entre outras funções.
Apple Knowledge Navigator - Part 1:


O olhar para o futuro, que a Apple reproduziu, se aproximou bastante às tecnologias que temos hoje. Já existem vários dispositivos ao nosso alcance como forma de comunicação, por exemplo, o celular com câmera, mp3 e comunicação com texto sms. O Iphone já permite acesso à internet com interface de computador e teclado disponível para facilitar a comunicação.
A grande diferença é que ainda não há compreensão semântica entre o homem e a máquina, projetada nesses vídeos. O grande desafio, portanto, é criar a Websemântica, o que já esta sendo estudado por profissionais de informática e pesquisadores da NASA. A compreensão semântica da linguagem é a meta dos especialistas dessa área, o computador ainda não possui essa capacidade. O que realmente nos incomoda é não podermos conversar com a máquina.
Além disso, os vídeos foram feitos em uma época que a internet ainda não era considerada. Eles não imaginavam a possibilidade de uma rede comercial. Por exemplo, não pensaram que não seria preciso “scannear” o jornal, já que temos os jornais on-line.


Texto sobre a Web 3.0 ou Websemântica:


O terceiro vídeo, sobre o adolescente de 16 anos Rafinha, nos revela um mundo em transição. Os novos meios de comunicação muito mais evoluídos do que outras gerações presenciaram. A disponibilidade da informação via internet e em tempo real, os blogs, os fotologs, câmeras digitais e celulares transformam a geração de Rafinha na geração “c”, geração do conteúdo, da colaboração e que está conectado o tempo todo. Neste, são expostos os hábitos e as facilidades que a internet traz, permitindo aos jovens produzir e expor conteúdo para qualquer pessoa no mundo. Isso proporciona uma grande variedade de escolhas uma vez que o número de produtores é alto, já que qualquer um, em teoria, pode expor conteúdo na rede.
"O Mundo do Rafinha":


Uma questão levantada foi que nem todos têm acesso às ferramentas que facilitam a troca de informação proporcionada pela tecnologia atual. Enquanto um grupo desfruta dessa nova forma de interação, outros ficam cada vez mais à margem desse processo tecnológico.
Outro ponto levantado foi que, cada vez mais, as relações socias se dão através da internet (sites e programas de bate-papo, chats etc). Por um lado esse tipo de interação aproxima, pois permite pessoas conversarem mesmo estando muito afastadas geograficamente. Por outro afasta a partir do momento em que essas relações se mantenham, a maior parte do tempo, por meio da internet, deixando de lado o encontro pessoal, como acontece, por exemplo, em namoros virtuais.


Texto sobre a Geração “C”:


Essa foi a aula de AudioVisual do dia 04/03/2008. Em nossa próxima documentação, vocês conhecerão a Flora. Obrigado.

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